Peixes e outros organismos aquáticos


Os primeiros criadores de peixes foram os chineses, há 2.500 anos. Do Oriente, a piscicultura expandiu-se pela Europa através da Grécia e da Itália.

Os peixes inicialmente se destinavam aos refeitórios de mosteiros.

Extrativismo

A pesca sempre se baseou no extrativismo, ou seja, a exploração dos cardumes naturais, existentes no mar ou nas águas interiores.

Já a piscicultura significa a produção do pescado.

Embora antiga, a piscicultura assumiu importância recente em decorrência do esgotamento do extrativismo. A aquicultura mundial cresce 9,2% ao ano, contra apenas 1,4% da pesca extrativa.

A pesca marinha tradicional ainda responde por 50,3% do pescado nacional, seguido da aquicultura (25,6%) e da pesca de água doce continental (24,0%).

Na aquicultura, 70% é produzido no continente e 30%, no ambiente marinho.

Mundo

A produção mundial de organismos aquáticos soma 67 milhões de toneladas, principalmente na Ásia, que responde por 92% do total, sendo 71% na China.

O Japão é o maior importador mundial de frutos do mar, com valor de US$ 14,9 bilhões (2008); na produção mundial de pescados ocupa o quinto lugar.

Brasil

O país lidera, com 70%, a piscicultura na América do Sul, destacando-se a criação de salmão.

No Brasil, com 22% da produção sul-americana, se sobressai a criação do camarão.

Estima-se que existam no Brasil 128 mil aquicultores, com 80 mil hectares de espelhos d'água. a produção em criatório soma 260 mil toneladas.

Alevinos

Os filhotinhos de peixes, nascidos em laboratório, crescem até atingir o tamanho de alevinos, entre 3 e 5 centímetros.

Posteriormente são levados para tanques de crescimento e engorda.

Consumo

Na Finlândia, o consumo per capita de pescado chega a 70 kg/ano, contra uma média de 7 kg/ano no Brasil. No mundo, o consumo médio está em 16,3 kg/ano.
 
O hábito do consumo de peixe nas regiões brasileiras varia. É menos apreciado em Porto Alegre (1,45 kg/habitante/ano) e mais apreciado em Belém (13 kg/habitante/ano).

No Amazonas, sobe para 55 kg/habitante/ano.

Invasores

Espécies de peixes introduzidas em ambientes diferentes do nativo podem se tornar abundantes, por falta de inimigos naturais, tornando-se um grave problema ecológico.

O tucunaré, por exemplo, nativo da Bacia Amazônica, tornou-se espécie invasora do Pantanal.

Ômega 3

Algumas espécies de peixe, principalmente os oleosos e de água fria, como o salmão e o atum, possuem um tipo de gordura benéfica à saúde.

O ômega 3 diminui o risco de doenças cardíacas e ajuda contra as inflamações, no desenvolvimento cerebral e na regeneração de células nervosas.

Pesque pague

Funcionam 1.500 pesque-pagues apenas no estado de São Paulo, atividade de recreação que se expandiu fortemente na década de 1990.

Tornou-se um bom mercado para os criatórios.

Represas

O Brasil apresenta 5,5 milhões de hectares de águas represadas apenas nos reservatórios da União.

O potencial estimado de produção, para 2030, atinge 20 milhões de toneladas de pescado. Proteína da boa.

Ração

Como os peixes confinados demandam menor energia no crescimento, a ração deles pode ser mais protêica.

O teor de proteina deve estar entre 24 e 50%, bem acima de rações para frangos (18 a 23%) ou suínos (14 a 18%).
 
Hipófise

Doses de hormônios gonadotrópicos, retirados da hipófise píscea, são injetados na barriga, carregada de ovos, das fêmeas dos peixes, estimulando-as a ovular.

Em seguida, mistura-se sêmen ao caldo, obtendo-se a fertilização artificial.

Tanques rede

Tanques-rede são a principal técnica de produção da piscicultura intensiva. Os peixes são confinados por redes em determinada área aquática.

A produtividade atinge 200 kg/m3, contra 2 kg/m3 nos açudes convencionais.

Saiba mais

Espécies nativas na piscicultura / UFTriângulo Mineiro

http://goo.gl/2D9ZI

Aquabrasil

Um importante trabalho de melhoramento genético e aproveitamento produtivo está sendo conduzido pela Embrapa e outras 17 instituições de pesquisa, envolvendo 4 espécies consideradas mais aptas e viáveis no Brasil: tilápia, cachara, camarão-branco e tambaqui.



Piscicultura

Apenas no século XX, no Japão, a piscicultura começou a ser praticada com fins comerciais. Realizadas nos Estados Unidos, as modernas pesquisas sobre nutrição e reprodução de peixes em cativeiro datam da década de 1940.

No Brasil, a atividade da piscicultura se expandiu apenas na década de 1980.




Aquicultura

A aqüicultura engloba todos os ramos, animais e vegetais, dedicados às atividades de produção de organismos aquáticos.

Inclui peixes, crustáceos e algas.

Contam-se 60 espécies sob exploração comercial, divididas em peixes (51), crustáceos (5) e moluscos (4).



Ornamentais

Existem no Brasil quatro mil criadores de peixes ornamentais, que geram renda de quatro milhões de dólares.

Na exportação, 80% são peixes nativos, capturados, principalmente, nos rios da Amazônia.

Os países importadores são Estados Unidos, Alemanha e Holanda.