Flores e plantas ornamentais


Muitas espécies vegetais apresentam atrativos coloridos ou curiosos em flores e galhos. Sua produção comercial denomina-se floricultura. A floricultura distingue-se em alguns ramos de produção:

floricultura de corte: engloba as espécies comercializadas normalmente separadas das plantas que as originam. As flores, nesse caso, ostentam cabos, ou pedúnculos, próprios para a venda em unidades, feixes ou ramalhetes. Nesse tipo encontram-se rosas, cravos, margaridas etc.;

plantas envasadas: compõem outro ramo da floricultura. Suas flores nem sempre permitem o corte, como azaleias, begônias ou violetas. Algumas espécies são mistas: tanto permitem o corte quanto formam lindos vasos, como os crisântemos;

plantas ornamentais: representam a produção de espécies cujo destaque normalmente está na forma ou cor de suas folhas. Existem ornamentais de vasos - plantas menores, mais delicadas - e ornamentais de jardim - arbustos maiores, plantados no chão.

O comércio mundial de flores movimenta oito bilhões de dólares, destacando-se Holanda, Colômbia, Dinamarca e Equador como principais produtores. A floricultura brasileira movimenta, em toda a cadeia produtiva, 1,2 bilhão de dólares.

O Brasil possui 2,5 mil floricultores, que ocupam 4.850 hectares, distribuídos por 304 municípios. O estado de São Paulo responde por 71,3% da área cultivada e por 74,5% do valor da floricultura nacional.

Mercado

No Brasil, as exportações atingem 35 milhões de dólares, divididos em mudas (74,0%), flores (14,3%), folhagens (6,7%) e bulbos (5,0%). Por outro lado, as importações chegam a 14,1 milhões de dólares.

A Holanda (62%) lidera as importações, seguida dos Estados Unidos (17,9%). Entre as mudas, destaca-se a do crisântemo, exportado em pequenas estacas do ponteiro da flor.

Nos bulbos, amarílis e gladíolos predominam. Nas flores, as rosas lideram.

Flor comestível

Diversas flores tornam-se comida, como o brócolis, a couve-flor e a alcachofra. Flores de abóbora também são utilizadas na culinária.

As flores comestíveis, porém, englobam variedades ornamentais utilizadas especialmente em saladas. Podem-se apontar capuchinha, begônia, calêndula, amor-perfeito e violeta.

Emprego

Atividade típica de pequenas propriedades, com média de 3,5 hectares, a floricultura trabalha com elevada tecnologia, boa renda e muito emprego. Ocupa de 10 a 15 funcionários por hectare, sendo 95% mão de obra permanente.

Estimam-se 120 mil empregos gerados na floricultura nacional. Destes, 48% estão na produção, 43% no comércio varejista, 3% na distribuição e o restante, 6%, em funções de apoio. As mulheres se destacam: 80% da mão de obra ocupada na produção é feminina.

Estufas

A utilização de estufas é comum na floricultura. Nelas se controlam umidade, insolação e temperatura, fatores restritivos para a delicada produção de flores. Certas espécies, como os crisântemos, por exemplo, exigem forte luminosidade para florescerem bem. Técnicas artificiais, como iluminação noturna, induzem as plantas ao florescimento.

O consumo per capita de flores no Brasil (6 dólares) mostra-se pequeno comparado ao da Noruega (143 dólares) ou da Argentina (25 dólares).

Lenda do Beija-Flor

Segundo uma lenda indígena, durante uma festa de primavera, para todos os pássaros, os travessos beija-flores devoravam às escondidas as iguarias mais doces do banquete, não sobrando nada para os outros convidados. Como foram pegos em flagrante, receberam o seguinte castigo: teriam de repor, continuamente, um a um dos doces furtados. Desde então, eles vivem voando apressados e incessantemente em busca do néctar das flores.



Saiba mais

Dicionário das Flores
http://goo.gl/yxHhM