Café

O café (Coffea arabica) é da família das rubiáceas, é nativo da Etiópia (África). Conhecido há cerca de mil anos, o café disseminou-se pelo mundo por intermédio dos árabes.

Beber café tornou-se hábito na Europa a partir do século XVII.

A produção mundial de café soma 118,9 milhões de sacas (60 quilos cada), liderada pelo Brasil. O Vietnã, caçula no setor cafeeiro, investiu no plantio e ocupa a segunda posição, desbancando a tradicional Colômbia.


O Brasil também lidera as exportações, mantendo um patamar de 30% do mercado mundial, especialmente do café arábica. O volume exportado, em grãos verdes ou industrializado, alcança 29,3 milhões de sacas, com receita de 4,7 bilhões de dólares.

A  área de cultivo de café no Brasil soma 2,3 milhões de hectares. Minas Gerais (51,1%) lidera os cafezais, com 1 milhão de hectares plantados.

Ciclo do café

As primeiras plantações de café no Brasil ocorreram no Pará, em 1727. Mais tarde, a lavoura chegou ao Rio de Janeiro. Nas primeiras décadas de 1800 avançou sobre o Vale do Paraíba, adentrando solos paulistas.

Após 1850, expandiu-se para a região de Campinas, chegando a Ribeirão Preto, que se tornou, já no final do século XVII, a capital mundial do "ouro verde".

Após a crise de 1929/1930, os produtores de café descobriram as terras roxas do Paraná, que se tornou o maior o produtor em 1959.

Frio

Geadas fortíssimas na década de 1970 fizeram a produção de café migrar para Minas Gerais, que assumiu, depois de 1980, a liderança da produção nacional.

Stand

Na década de 1980 surgiu uma nova técnica de plantio de café, conhecida como "adensamento", que hoje responde por 10% da cafeicultura nacional.

O espaçamento entre as plantas é reduzido, o que resulta no aumento do número de plantas por área. No plantio tradicional, cabem mil plantas/hectare. No adensado, as médias variam de 3 mil a 7 mil plantas.

Robusta x arábica

No Brasil, o café arábica representa 76,2% da produção, restando 23,8% ao robusta. O café arábica se destaca em Minas Gerais, São Paulo e Paraná. O robusta é produzido no Espírito Santo, Bahia e Rondônia.

No exterior, o café das Américas Latina e Central geralmente é do tipo arábica. No Vietnã e na Indonésia, produz-se exclusivamente o café tipo robusta.
 
O consumo de café no Brasil cresce 4,5% ao ano, acima da média mundial. Em 2000, o consumo era de 13,2 milhões de sacas; em 2010 deve alcançar 21 milhões, igualando-se aos Estados Unidos e dividindo o posto de maior consumidor  e produtor da bebida.

Café gourmet

Os grãos de café especial, com origem certificada, representam 5% do mercado brasileiro, com trezentas marcas comerciais. Na produção, o café gourmet chega a 1,5 milhão de sacas.

Na média, para o agricultor, o café gourmet vale 20% mais que o comum. Cafés premiados, porém, valem uma fortuna.
 
Blend

Normalmente as empresas que vendem café torrado e moído misturam o pó do café arábica, mais caro, com o do robusta, mais barato, elaborando um blend próprio da marca.
 
O consumo per capita de café no Brasil, em grão cru, atinge 5,83 kg/ano. Considerando a bebida feita a partir do café torrado, representa 78 litros ao ano, por brasileiro. Esse é o mesmo nível de consumo da Alemanha, França ou Itália.

Moda Jovem

Estudo da ABIC (Associação Brasileira da Indústria do Café) indica que os jovens entre 15 a 19 anos estão bebendo mais café.

Em 2010, 91% deles declararam tomar a bebida, contra 83% em 2002. Entre os consumidores de 20 a 26 anos, o patamar de consumo é semelhante.
 

Saiba mais

Cultivares/IAC
http://goo.gl/xafJf

Café orgânico/Embrapa
http://goo.gl/JjnSI 

 Café robusta em Rondônia/Embrapa
http://goo.gl/jUoSO 

Informações econômicas/Cepea
http://goo.gl/IxfNM 
 
Processamento/Centro de Inteligência do Café
http://goo.gl/zB0rb