Cereais

Grande parte dos produtos agrícolas advém de cultivos anuais, ou seja, são plantados e colhidos a cada ano. Essas culturas originam produtos alimentares, como cereais e fibras, normalmente somados no volume da safra anual de um país.

O período da safra varia entre os países temperados, com inverno pronunciado, e os países tropicais, onde o frio do inverno não impede o cultivo.

Normalmente, quando o Brasil está plantando, os Estados Unidos estão colhendo. Isso varia, entretanto, pelo fato de haver por aqui, até três safras por ano, no mesmo terreno, com culturas distintas.

Mitologia

A palavra "cereal" tem origem na mitologia Grega. Deriva do nome da deusa das sementeiras, Ceres, que fornecia alimento para a população. Portanto, cereal é a denominação de plantas cujas sementes podem ser usadas no preparo de alimentos.

Os cereais podem ser consumidos inteiros (cozidos ou assados) ou triturados (farinha e farelo).

Óleo

Diferem-se, ainda, os cereais, como arroz e trigo, dos grãos oleaginosos, como soja e girassol. Todos são sementes de plantas. Mas os oleaginosos, diferentemente do arroz e do trigo, têm seu valor comestível baseado no elevado teor de óleo que apresentam.

Após a extração do óleo das sementes, entretanto, sobra um bom subproduto, o farelo, normalmente utilizado em rações animais.

Algodão

Difícil de enquadrar é o algodão. Suas sementes são envoltas por longas e valiosas fibras, utilizadas no vestuário humano há milênios. Seus caroços, porém, apresentam bom óleo e resultam em rico farelo para o gado.

Conforme a conveniência, o algodão se classifica entre as plantas fibrosas. Noutros casos, entre as graníferas (que contêm sementes), considerando-se o peso de suas sementes desfibradas.

A safra brasileira de grãos atinge um volume de 142,6 milhões de toneladas, somando-se cereais, grãos oleaginosos e caroços de algodão.

As lavouras temporárias ocupam 46,8 milhões de hectares no país.